Deixas-te de ser um enigma!
A parte incógnica da minha alma!
Arrependo-me de te ter chamado de Deusa,
De ter ignorado o teu olhar de Medusa,
De te dedicar a minha vida a se perder,
De te respeitar a pensar que eras diferente!
Repugnas-me, odeio-te!
És só uma mulher!
Apetece-me usar-te e te deitar fora.
Rebaixar-te e te fazer sofrer
Indiferente à tua dor enganadora
Por um amor a um corpo a se decader,
De te enganares inocente
À procura de um amor possuidor
Na esperança de um melhor,
Na condição, de animal, evidente.
MARNUNEFREI
REBENTOS EM CINZAS
Editorial Minerva
Vêm ou veem?
Há 4 meses
2 comentários:
Gosto muito da crueza descomplexada que aplicas no que escreves. É rude mas deliciosa.
Um abraço
É difícil localizarmo-nos sem um ponto de referência.
Obrigado pelo foco de luz.
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