domingo, 4 de maio de 2008

Musa

Deixas-te de ser um enigma!
A parte incógnica da minha alma!
Arrependo-me de te ter chamado de Deusa,
De ter ignorado o teu olhar de Medusa,

De te dedicar a minha vida a se perder,
De te respeitar a pensar que eras diferente!
Repugnas-me, odeio-te!
És só uma mulher!

Apetece-me usar-te e te deitar fora.
Rebaixar-te e te fazer sofrer
Indiferente à tua dor enganadora
Por um amor a um corpo a se decader,

De te enganares inocente
À procura de um amor possuidor
Na esperança de um melhor,
Na condição, de animal, evidente.

MARNUNEFREI
REBENTOS EM CINZAS
Editorial Minerva

2 comentários:

blueminerva disse...

Gosto muito da crueza descomplexada que aplicas no que escreves. É rude mas deliciosa.

Um abraço

MARNUNEFREI disse...

É difícil localizarmo-nos sem um ponto de referência.

Obrigado pelo foco de luz.